RCL 42 _ Genealogias da Web 2.0

Ciberculturas

A cibercultura encerra alguns traços centrais. Antes de mais, assiste-se, hoje, à deslocação do paradigma industrial (fundado no discurso, na narrativa, no monumento e na instituição, ou seja, na coisa e no estado de coisa) para o paradigma informacional (circunscrito pelo fluxo, pela modulação, pela disjunção, pela relação em tempo real). Na passagem da individualização para a individuação situa-se o status nascendi das diversas ciberculturas. Em segundo lugar, podemos tomar a circum-navegação do mundo no século XVI como metáfora da actual circum-navegação electrónica. Em terceiro lugar, a cibercultura emerge, simultaneamente, tanto como expressão do poder da imagem, como do prazer inútil, onde sobressaem o jogo do imaginário e a dimensão onanista. Em quarto lugar, há a salientar que a partilha das imagens e de outra informação na Internet suscita que sejamos pensados e olhados insistentemente pelo Outro. Em quinto lugar, as redes sociais inauguram um jogo de imagens e de despesa improdutiva, constituindo formas pós-modernas do Potlatch pré-moderno. Em suma, a cibercultura constitui o lugar de um nada que é tudo, essencial e matricial, pretexto e texto da reliance conectiva.

Navegação

Contacte-nos

icon-addressRevista de Comunicação e Linguagens
Centro de Estudos de Comunicação e Linguagens
Av. de Berna, 26-C, 5.º andar, sala 506
1069-061 Lisboa PORTUGAL

icon-phone(+351) 21 795 08 91

icon-fax(+351) 21 795 08 91

icon-emailEste endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.